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14 de Março de 2010
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2007 - Blogue Pululu na blogosfera mundial | Imprimir |
Pululu ganha (mais) respeito e simpatia no mundo da blogosfera
por: Eugénio Costa Almeida©

 

Pululu está envaidecido. Se não é o blogue será, pelo menos, o autor. E se o inchaço do ego pagasse imposto então o autor – mas o que é o autor se o blogue não tiver leitores – estaria a pagar a taxa máxima ou, mas verdadeira das hipóteses a procurar asilo num qualquer paraíso fiscal porque não teria kumbu (dinheiro) mínimo para pagar o imposto.

Tudo isto porque num trabalho de Breno Baldrati – diga-se que fui alertado indirectamente pelo blogue de Feliciano Cangue (saúdo publicamente a sua aprovação em Doutoramento em Engenharia), o que agradeço, e pelos inúmeros acessos que daí resultaram – para o jornal Gazeta do Povo num artigo intitulado “50 blogs para entender o mundo”.

O articulista brasileiro realça o contributo da blogosfera e dos bloguistas para o novo entendimento do Mundo e como alguma certa imprensa, a chamada clássica. Esta ainda olha para os bloguistas como intrometidos no recanto da sua casa; daí o termo de “pajamahadeen” (uma mistura de pijama e mujahideen – guerreiro santo islâmico) em parte devido a uma certa frase de um ex-vice-presidente da rede CBS, Jonathan Klein, que subestimando o eventual potencial jornalístico de um bloguista os chamou de “cara sentado de pijamas na sala de sua casa escrevendo”.

Talvez tenha razão para a maioria dos casos. Mas muitos têm contribuído, à sua maneira, para reformular certas orientações políticas e sociais dos seus países.Mas como alerta Baldrati ao citar Andrew Sullivan – um dos primeiros jornalistas/bloguistas nos EUA a largar as redacções dos grandes jornais para “vestir o pijama” –, num artigo para a revista Time, o aparecimento da blogosfera não só não mata a clássica Comunicação Social – são muitos os países onde o acesso à Internet é muito deficitária, tal como o é, infelizmente, ao jornal, ou à rádio ou, ainda mais, à TV – como parte dela, da blogosfera, depende “dos recursos jornalísticos dos grandes meios de comunicação para fazer o grosso da reportagem e da análise. O que os blogs fazem é oferecer a melhor investigação possível dos grandes meios de comunicação – melhorando o padrão dos profissionais, acrescentando novas opiniões, novos pontos de vista e novos fatos a cada minuto. (...) Em uma época de debate radicalizado, nunca antes a verdade esteve tão disponível. Agradeça aos camaradas de pijama. E os leia”.

Sobre o tema destaco um dos parágrafos de Baldrati “Do Egito ao Equador e da Angola à Armênia, o movimento blogueiro está se consolidando e ganhando respeito. Não porque individualmente cada blogueiro seja espetacular (alguns, de fato, são), mas porque juntos eles conseguiram criar um ambiente favorável para o debate e a troca de informações que se tornou relevante e a cada dia recebe novos adeptos.” (mantive a grafia como estava até porque, se tudo correr bem, em princípios de 2008 com a “armonização” da grafia lusófona algumas palavras serão objecto de alteração; cairão consoantes mudas e alguns quantos “H”, como em harmonização).

Aqui vos deixo o acesso aos 50 blogues que Baldrati considera como sendo dos melhores para entender o Mundo, escritos em português, inglês ou espanhol. De entre eles o meu – e vosso – Pululu (África-Angola), mas também blogues como “Timor Lorosae Nação” (Ásia-Timor) que alerta para o que se passa naquele país lusófono da orla Ásia-Oceania, o “Diário de um Sociólogo” (África-Moçambique) do sociólogo Carlos Serra, o “This is Zimbabwe” (África-Zimbabué) de um grupo pró-democracia no Zimbabué, ou o colectivo “Global Voices Online”.

©Inicialmente publicado no Pululu e agora também publicado n’ O Observador, nº 061, de 18-Setembro-2007 sob o título “Pululu ganha mais respeito e simpatia no mundo da blogosfera(edição em PDF por assinatura)

 
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