| 2005 - Trinta anos de sobrevivência | | Imprimir | |
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Trinta anos de sobrevivência por: Eugénio Costa Almeida Moçambique festeja 30 anos, não tanto de independência mas, isso sim, de genuína sobrevivência como Estado, mas não ainda como Nação. Falta consolidar-se política, económica, social e linguisticamente para atenuar as diferenças que abarcam o mosaico etnolinguístico (uma questão por que passam os países africanos). Mas nem por isso têm deixado de crescer, designadamente desde que tomaram como definitiva a paz. Com Samora Machel viveram a via do progressismo protonacionalista, barroco e ineficaz; deslizaram com Joaquim Chissano, argutamente, para uma sociedade de mudança a que não foi estranha a paz; agora estão com Armando Guebuza, e apesar das pardacentas políticas de Afonso Dhlakama, a afirma-se como uma sociedade de livre consumo à procura da afirmação política. No entanto, o grande problema dos moçambicanos não é a consolidação da política, da língua, ou dos valores patrióticos mas, tão só, a eterna subnutrição e deficiente produção agrícola. Milhares finam com fome devido às cíclicas - diria constantes - vagas de seca, com os lógicos prejuízos económicos e, principalmente, humanos. E é aqui que os doadores, como a União Europeia, entram. E que a "acção G8", com o perdão da dívida, pode ajudar a firmar Moçambique. Mas que seja, realmente, uma clara ajuda. O ex-fazendeiros zimbabweanos dão o exemplo. Basta segui-los. © Publicado no Jornal de Notícias a 25 de Junho de 2005
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