| Hosi, o Rei (1975) | | Imprimir | |
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HOSI, O REI Hosi, é nome sonante até para ti, bicho possante. És o senhor, o rei deste enorme e vasto império. Desde a mansa gazela, à onça ladina e feroz, desde a cabrinha singela à bela chita veloz, todos te devem cega obediência; desde o saguim saltitão à pacaça possante, do ágil kandimba ao bruto elefante, da imbecil hiena ao mabeco ladrão, todos te guardam muito respeito. Até o bicho-homem, citadino ou florestal, ou a águia, imponente e altaneira rainha das alturas, o hipopótamo fluvial, ou o rinoceronte intrépido, todos o temem, mesmo, quando dormir está no seu leito real. Porque Hosi, morando em reserva, parque ou zoo, mete respeito. É sua majestade. Diga-lo o Homem; porque vê-lo senti-lo só aquém de um enorme caniçado. E quando o seu grosso rugido pela floresta soa, todos os animais, erectos, répteis, altaneiros, para sua mísera toca, voam. É Hosi, o rei; que sua esposa ou filhos, procura desvairado na sua enorme grei; É Hosi, o senhor; sedento, esfomeado, sua sede e fome, procura saciar; É Hosi belo e majestoso, ferido ou vitorioso, após lutas umas vezes rápidas, umas vezes insana, ruge vitória ou dor. Hosi, Vossa Majestade, quer seja negra ou castanha, a vossa farta juba, és, sereis sempre, o rei desta quadrada savana. Lobitino Almeida N'gola Lobito, Setembro de 1975 |
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