| Negro-Rubra (2005) | | Imprimir | |
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Negro-rubra
Que águas desassossegadas se tragam e se degustam. Sejam as do Bengo e as do Catumbela, do Cunene ou do Cubango, do Cuanza ou as do Cassai, do Congo, Cuito ou do Cuango não há como fugir delas. São prenhes, adulantes e macumbeiras. Venham a singular gazela e o soberbo elefante; jornadeiam-nas a esbelta gaivina, e o aristocrático leão, mais a palanca galharda e o dongo pescador. Sejam rubra a determinação, ornitológica dourada, a vontade ou negra, a forma; não há cuidados, não há, dissimulação; só transparências, e naturalidade; só mar, terra, ar, só um povo: Angola. Lobitino Almeida N’gola Lisboa, 2 de Outubro de 2005 |
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