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19 de Setembro de 2018
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Poema de um homem só (1989) PDF  | Imprimir |  E-mail
Poema de um homem só
"Marie-Hélène"
(Óleo sobre tela de Arpad Szenes , 1942)

 

Poema de um homem só

Alma pura, bela e cristalina,
maldita lava incandescente;
és ofuscante
e radiosa.
Porém,
róis-me,
no todo,
profundamente.

Fronte de loiro coroada,
és amora silvestre.

Rosto sereno,
angélico,
inteligente,
irritadiço.
Desprezas, feres,
odeias ou amas?
O que emanas
nesse teu vaguear constante
ondolante,
sem dó.
És,
certamente,
o meu fruto proibido,
o fruto vedado a um Homem só!

 
Lobitino Almeida N’gola
Lisboa, 23.05.1989
 
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