| Marinheiros Portugueses (1971) | | Imprimir | |
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Marinheiros Portugueses Sou um oriundo pajem de bravos mareantes que deram a sua valia para o Mundo deslindarem. Descobrindo-o em pinheiros donde saíram as caravelas gritaram as boas-novas arriando as mestras velas. Viva o “O Navegador” que de Sagres deu saída a um Eanes p’ra este passar o Bojador. Vivas a Diogo Cão que na foz do Congo entrou nela, um padrão fixou. Mais que outros, está no meu coração. Vivas a Bartolomeu Dias vivas a Vasco da Gama. O primeiro no Cabo de Boa Esperança o segundo na rota das Índias. Vivas para Álvares Cabral que bem longe, reconheceu, nos quentes mares meridionais o Brasil tropical. Vivas, ó Magalhães que disseste bem lá do fundo através de Del Cano que redondo era o Mundo. Vivam os Marinheiros que bem nos antecederam. Estão nas nossas almas, bem vivos eles que, fisicamente, já desapareceram. Lobitino Almeida N’gola Luanda, 1971 |
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