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Os Meninos do Meu País
Os meninos do meu País, paridos numa obtusa guerra, sob a endémica enfermidade e na sombra da fome brotaram, cresceram, sobreviveram! Os meninos do meu País, durante tempos a fio tiveram na inseparável kalashnikov de ferro, ou de pau, o garfo, a colher, a pena que a fome matava e a cultura calava. Os meninos do meu País, anos corridos na rua se fizeram, na guerra cessaram, e nos destinos corridos da discórdia simplesmente pulularam. Os meninos do meu País, muitos anos, demasiados anos, os estreitos sapatos do destino os desprezaram. Os meninos do meu País, a fome, a guerra, a doença a todos por tu os tratou! Os meninos do meu País, a vida penaram; mas os doces sorrisos de criança, quais maravilhosos chilrados nos sibilinos bandos livres nunca esmoreceram! Mas os meninos do meu País estão a querer ganhar uma nova vida um novo destino um novo rumo! Os meninos do meu País, querem ser os Homens que no próximo amanhã a fome ceifarão, a guerra suprimirão, a doença aniquilarão e quais alegres bandos de pássaros sob um luminoso sorriso de catraio o País iluminarão! Assim os Homens do meu País o percebam e aos meninos do meu País a vida lhes devolvam! Lobitino Almeida N'gola escrito em Lisboa, 31-Maio-2008 |