Eugénio Costa Almeida

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Numa das minhas viagens diárias pela imprensa do meu continente, em particular a de Angola, li na insuspeita Angop que “O Estado angolano deve criar com urgência as condições básicas para a retirada do armamento letal em posse da população civil e mecanismos de controle, de modo a não cair em mãos impróprias, defendeu hoje, em Luanda, o Juiz José Carlos Felizardo."

Apesar da pena por uso e porte ilegal de armas ir de 8 a 12 anos de prisão, das pertinentes intervenções do Ministro do Interior, Osvaldo Serra Van-Dunem, acerca da campanha de recolha de armas que ainda continuam nas mãos de civis, fruto da tragédia que Angola viveu durante mais de 30 anos, ou de todas as iniciativas, sem dúvida louváveis, onde se enquadram as realizadas pelo MPLA e pala UNITA, logo a seguir a assinatura do MEMORANDO DE ENTENDIMENTO, de 04 de Abril de 2002, pelos vistos as armas continuam em boas mãos!!!
E como queremos nós que a Paz perdure?
Ou que a classe castrense, e, mais perigosamente, os ex-militares e polícias na reserva, não comecem a dar mostras de uma inquietante desestabilização e fortes, no que parecem ser pertinentes, reivindicações, seja pela falta de apoios devidos ou, no caso dos militares das FAA, sentirem enormes problemas alimentares? Será que se esquecem que eles são o garante da estabilidade nacional?
Ou, ainda, como queremos e desejamos que as eleições sejam a breve trecho?
Perante este cenário é natural que a população se sinta instável ou que existam assassínios só para roubar(?) uma viatura, como parece ter sido o caso do Prof. Engº. Mfulumpinga Nlandu Victor, deputado do PDP-ANA. Ao senhor Juiz pela denúncia e pela chamada ao bom-senso, só posso dizer BRAVO.

(http://www.africamente.com/africamente/artigo.asp?cod_artigo=162949)

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