Eugénio Costa Almeida

Um interessante artigo de Nelo Cossa, no sítio moçambicano Zambeze online, sobre os tortuosos caminhos para a implantação de uma moeda única em África.
De acordo com aquele sítio, o governador do Banco de Moçambique (BM), Adriano Maleiane, considera ser ambiciosa e realista a constituição de uma União Monetária e a adopção de uma moeda única para os 54 países africanos.


Tudo isto apesar de reconhecer que a integração regional e uma nova ordem económica continental ainda está muito dependente do fim das questiúnculas e guerras internas, da sua heterogenidade, da instabilidade económica interna e externa e do subdesenvolvimento social e económico.
Não esquece que o continente africano acolhe no seu seio cerca de 15 organizações regionais e sub-regionais.
O governador do BM relembra que a União europeia precisou de 44 anos para levar a efeito a mesma vontade, considerando de bem sucedida.
No meu ponto de vista, é um pouco apressado esta consideração. Aliás os “nãos” franco-holandês e os que se adivinham no Luxemburgo e Dinamarca provam o contrário.
Grande parte das entrevistas de rua indicavam claramente que a entrada do Euro na Europa dos 15 – agora 25 – continua a não ser bem digerida ao ponto de um governante italiano já vir propor a reintrodução da Lira.
Por isso, e apesar de não concordar com uma eventual entrada em vigor de uma moeda única para o continente – alguns países já usufruem desse facto, através do franco CFA, e nem por isso o desenvolvimento social e económico desses países se pode considerar minimamente satisfatório -, eu reconheço que a ideia do governador do BM merece ser analisada e dela se tirar ilações que nos levem a uma efectiva e aceitável nova ordem económica africana.
A actual está caduca e moribunda.

(http://www.africamente.com/africamente/artigo.asp?cod_artigo=166441)

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