Eugénio Costa Almeida

Nas ilhas da Morabeza, mornas e culaderas, a fazer fé – e não há razões para duvidar – nas notícias e comentários que vão, ultimamente aparecendo, parecem não se entender. De facto, as ilhas que geraram personalidades tão nobres e importantes como Cesária Évora, Germano de Almeida, Jorge Tolentino, Manuel Lopes ou o jornalista e poeta Eugénio Tavares, não podem continuar a ver disputas inúteis e estéreis entre “tambarinos” e “ventoinhas” e por causa delas pessoas de rua sejam prejudicadas só por que uma tenha e outra não o cartão do partido A ou do partido B.
Também já é altura das palavras que José Maria Neves terá proferido após o escrutínio eleitoral de Fevereiro passado serem, desta feita, definitivamente escrutinadas pelo Supremo Tribunal de Justiça; penso que o STJ não as deve ter deixado cair nalguma esconsa gaveta de um qualquer departamento inquiricional – tão típico nos países lusófonos quando é, para isso, conveniente – e tomando-as como passíveis de serem provadas por quem as formulou sob pena de difamação.
A democracia em Cabo Verde, tão celebradamente aplaudida que até recebe exercícios militares da NATO, merece esse respeito pelo que, passados quase seis meses, já era tempo de se saber qual o seu desenvolvimento. E pelas notícias que circulam ainda ninguém parece ter sido questionado no STJ. Porquê?
Responda quem souber.

Publicado no Liberal-Online (Cabo Verde) a 19 de Junho de 2006 (http://www.liberal-caboverde.com/noticia.asp?idEdicao=64&id=8167&idSeccao=523&Action=noticia)

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