Eugénio Costa Almeida

Os analistas Eugénio Costa Almeida e Fernando Jorge Cardoso consideram que o Presidente angolano, João Lourenço, criou "expectativas completamente irrealistas" quando tomou posse e está agora a sofrer com as expetativas falhadas da população.
Para Eugénio Costa Almeida, investigador associado do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL (CEI-ISCTE), a vontade anunciada por João Lourenço durante a campanha eleitoral para as eleições gerais de 2017, quando prometeu a criação de 500 mil empregos, é "uma promessa que à partida se sabia que era inexequível".
"Quem é que vai criar os postos de trabalho?" - questionou o investigador luso-angolano, sublinhando que Angola não tem "uma classe patronal suficientemente sustentável para criar empresas".
A ideia é partilhada por Fernando Jorge Cardoso, coordenador do Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) e também investigador do CEI-ISCTE, que apontou que o Estado angolano não tem, atualmente, "capacidade para investir", assinalando que o próprio plano de privatizações "está aquém daquilo que eram os desejos" do executivo.
Segundo o investigador português, os investidores privados "só investem em atividades que têm lucros a longo prazo se houver confiança, e neste momento a economia angolana não inspira confiança".
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"Até podem nem ter dinheiro, de certeza que haverá empreendedores com ideias excelentes, exequíveis, algumas até imediatas, mas a quem falta o capital", afirmou à Lusa o académico luso-angolano.
O governo angolano assinala os 45 anos de independência a partir de terça-feira, com uma homenagem no Palácio Presidencial, e várias inaugurações, entre as quais a do Hotel Intercontinental, nacionalizado no mês passado.

Para ler a análise integral, conceduida à Agência Lusa, pode aceder nos portias/sites onde a mesma foi reproduzida, como:RTPN, Porto Canal e AngoNotícias

 

 

 

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