Eugénio Costa Almeida

NJ674 2021Fev26 O desrumo do grande jacare africano

Quem já leu textos e artigos meus – quer na área académica, quer nos meios comunicacionais clássicos – sabe que designo por Grande Jacaré, a República Democrática do Congo, quer pela sua grandeza territorial, ou pela sua enorme e calada capacidade económica, mineira e multicultural e multi-social, quer, ainda e felizmente para os Estados Africanos, pela sua habitual inação política.

Só que esta inação política tem reflexos nas sucessivas crises sociais e para-militares dentro da RDC, com articular destaque, no primeiro caso, na insegurança política que emerge e está, cada vez menos latente e bem visivelmente explosiva, entre o presidente Felix Tshisekedi e a coligação do antigo presidente Joseph Kabila Kabangu (ou Kabila Jr.), principalmente desde que Tshisekedi, em 6 de Dezembro de 2020, decidiu acabar com a coligação pró-governamental que mantinha com Kabila Jr. e a coligação deste, a Frente Comum do Congo (DW, 7.12.2020), que, na sequência dos acordos com a comunidade internacional, a Igreja e sob os auspícios do presidente João Lourenço, detinha o cargo de primeiro-ministro. Uma situação que, de certa forma, já tinha sido prevista pelo senador congolês-democrata Édouard Mokolo wa Mpombo (antigo MRE de Mobutu (1985-1986), e – segundo este na sua página de LinkedIn – 1º Vice-Presidente do Senado da RDC), em declarações à ANGOP, em 18 de Junho de 2020. (...)

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 674 de 26 de Fevereiro de 20121, pág. 37

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