Eugénio Costa Almeida

Depois de um período dos mais conturbados, onde uma explosiva mistura de golpes e mais golpes acrescida de uma péssima gestão política e social do país, eis que a Guiné-Bissau se prepara para as presidenciais no próximo dia 19 de Junho. Uma data, onde os consensos estão longe de se sentir; seja entre as forças políticas, seja no sector castrense que recentemente deixou ameaças veladas no ar.
Mas, serão as presidenciais, aliadas às legislativas já havidas, que o poderão pôr na senda dos países estáveis e democráticos, desde que… e aqui começa a grande dúvida guineense.
Que potenciais candidatos à presidência? Para um certo sector político e económico Henrique Rosa seria o candidato da conciliação; essa não parece ser a ideia do empresário. Lá o saberá.
E pré-candidatos não faltam. O jornalista Aly Silva com um blogue de pré-candidatura; Malam Sanha, pelo PAIGC, mas que um grupo de correligionários seus impugnaram; Kumba Yalá, ora como candidato natural do PRS, ora exigindo reposição da legalidade constitucional (o art.5. do CTP impede-o de ser candidato nos próximos anos). Mais recente a de Idrissa Djaló, do PUN, Fadul, do PUSD e a “ameaça” de Nino de voltar a tempo das eleições.
Ou seja; temos um grupo que, na sua maioria, está ligado à actual situação do país; juntemos um sector castrense activo e ávido do poder e uma economia inconsistente e só podemos, mais uma vez, ficar à espera dos militares…

Publicado no Jornal de Notícias, “Análise”, de 28.03.2005, pág. 16

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